um verso na escuridão

Esse é o meu ultimoe maior grito 
Antes de ir para o infinito.
Antes de voltar do abismo.
Antes de enterrar parte da minha alma
Que ainda acreditava na esperança.
Agora…
Não tem silêncio que me caiba.
Só tem vozes que ecoam.
Que escutem os deuses,
Os mortos e os vivos.
Isso não é poesia, nem redenção,
É só meu grito cuspido na multidão.
É meu ser em prantos,
Minha alma — despedaçada.
É minha garganta cortada,
E meu instinto… quebrado.
Quando meu grito cortar o universo,
Minha alma sumir,
E meu corpo gelar,
Saibam:
Eu parti — mas não em silêncio 

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